Febre tifóide



Doença bacteriana aguda, de distribuição mundial, associada a baixos níveis socioeconômicos, principalmente em áreas com precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental. Com tais características, praticamente encontra-se eliminada em países onde esses problemas foram superados.

No Brasil, a febre tifóide ocorre sob a forma endêmica, com superposição de epidemias, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, refletindo as condições de vida de suas populações.

A bactéria que dá origem à febre tifóide foi descrita pela primeira vez em 1880 por Karl Joseph Elberth. Os japoneses utilizaram-na como arma química na Segunda Guerra Mundial, em ataque direto contra as forças russas. Nos anos 70, foram observadas relações dessa bactéria com répteis. Desde então e até hoje, pesquisadores verificaram vários casos da doença que nasceram pelo contato com tartarugas verdes. Esse fato levou, em 1975, uma agência governamental americana, responsável pelo controle de qualidade de medicamentos e alimentos, a vetar a venda de tartarugas aquáticas menores que 10 centímetros, evitando assim que crianças pudessem colocá-las na boca e contrair a doença. Apenas uma pequena percentagem da doença está relacionada com répteis - a maior parte da transmissão se dá por alimentos.

 No Brasil, não são raros os casos de infecção causada por Salmonella em restaurantes e presídios, devido à contaminação dos alimentos, tanto podendo ter origem no produto quanto na manipulação inadequada.

Desde

a década de 80, e especificamente na década de 90, observa-se um declínio no coeficiente de incidência de 1,4/100.000 habitantes em 1990 para 0,27/100.000 habitantes em 2005 - e na letalidade - de 2,4% em 1990 para 0,8% em 2005.Em 2006 o coeficiente de letalidade foi de 1,9%, em 2007 foi de 0,75%, e, em 2008 (*)  foi de 2,2%.

 

Fonte: Ministério da Saúde do Brasil

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