Febre do Nilo Ocidental



Infecção viral que pode transcorrer de forma subclínica ou com sintomatologia de distintos graus de gravidade, que variam desde uma febre passageira a uma encefalite grave, que ocorre com maior frequência em adultos.

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é causada por um vírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. Faz parte do complexo de vírus da encefalite japonesa, do mesmo gênero dos vírus da dengue e da febre amarela. O vírus se mantém em ciclo entre aves silvestres e mosquitos e, esporadicamente, pode afetar outros hospedeiros vertebrados. É um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) e os principais vetores são os mosquitos do gênero Culex. Algumas aves silvestres apresentam elevados níveis de viremia (vírus no sangue circulante), não adoecem e, portanto, são consideradas reservatórios, enquanto outras podem adoecer e morrer, sendo consideradas hospedeiras. A doença pode acometer o homem e os equinos, considerados hospedeiros acidentais finais, pois apresentam níveis de viremia insuficientes para infectar mosquitos. Evidências de infecção foram descritas em bovinos, cães, gatos, camelos e morcegos e, embora o papel dessas espécies na epidemiologia da doença ainda não esteja claro, possivelmente sejam hospedeiros acidentais.

Nas Américas, o vFNO foi detectado pela primeira vez em 1999, causando alta mortalidade de corvos em Nova Iorque/EUA, com registro de epizootias entre equinos e aves concomitantemente à ocorrência de surtos em humanos. A partir de então, houve transmissão comprovada para humanos, equinos e aves no Canadá, no México, na América Central e no Caribe. Na América do Sul, foram encontradas evidências sorológicas na Colômbia e na

Venezuela. Na Argentina, além da detecção de anticorpos em aves, o vírus foi isolado a partir de amostras de cérebro de equinos mortos por encefalite. A detecção do vírus nas Américas trouxe à tona o risco de introdução do vFNO no Brasil, e, em 2003, foram instituídas, pelo Ministério da Saúde, atividades para a vigilância do risco de introdução do vírus da Febre do Nilo Ocidental.  Folha 02 da Nota Técnica 28/2011-CGDT/DEVEP/SVS/MS, de 23 de agosto de 2011. Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis

 Fonte: ministério da Saúde

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