Conjuntivites Virais



 

Quadro clínico

-                   Clínica exacerbada: vermelhidão, edema palpebral, lacrimejamento, queimação, sensação de corpo estranho, prurido e dor ocular.

-                   Secreção serosa e geralmente em pouca quantidade.

-                   Muitas vezes é acompanhada de gânglio pré-auricular.

-                   Atinge inicialmente um olho e em cerca de 50% dos casos torna-se bilateral, apresentando sintomas mais brandos no olho acometido posteriormente.

-                   Áreas de hemorragia subconjuntival, com petéquias ou mais extensas.

-                   Presença de folículos (elevações branco-amareladas, arredondadas, produzidas por resposta linfocítica). Ao contrario das papilas, não apresentam um vaso central, mas sim, ao redor de sua base. São encontrados na conjuntiva tarsal (palpebral) superior, fundo de saco inferior e região limbar.

-                   Formação de membranas ou pseudomembranas, que são depósitos de fibrina aderidos ao epitélio conjuntival. A diferenciação entre as duas é que a membrana fica intimamente aderida ao epitélio, provocando sangramento ao ser removida, fato que não ocorre com a pseudomembrana.

-                   Infiltrados subepiteliais na córnea (aparecem em alguns pacientes após a segunda ou terceira semana), causados por reações imunes que lesam a membrana basal do epitélio corneano aparecendo como “pontos esbranquiçados” disseminados na córnea. São autolimitados, demorando meses ou anos para desaparecerem e, dependendo de sua localização, podem causar alteração importante da acuidade visual.

-                   Evolução aguda podendo sofrer contaminação bacteriana secundária

-                   Podem acompanhar  síndrome gripal, com dor de garganta e linfadenopatias.

-                   Extremamente contagiosas até duas semanas após início dos sintomas. Comumente causadas por adenovírus, com transmissão por contato interpessoal, beijo, aperto de mão, secreções respiratórias, objetos de uso comum.

 

Tratamento :

-                   Higiene rigorosa pessoal, principalmente com as mãos (não manipular os olhos, limpeza de secreções, evitar contato próximo com outras pessoas).

-                   Lágrimas artificiais, compressas geladas e anti-inflamatórios não hormonais sistêmicos (quando os sintomas são muito intensos), geralmente são suficientes para o tratamento.

-                   Presença de membranas ou pseudomembranas extensas - é indicada a remoção sob anestesia tópica por meio de cotonetes ou pinças e utilização de corticoide tópico leve de ação na, já sob cuidado do oftalmologista.

-                    O acompanhamento quanto a possíveis efeitos colaterais, como catarata, glaucoma, infecções secundárias deve ser monitorado, principalmente quando o tratamento for mais prolongado.

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Autor: Dr. Arthur Ferreira Soares

Fonte: Baseado no texto do autor no:

Manual de Urgências e Emergências em Pediatria.

Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier




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