Afecções congênitas do pulmão



Cisto broncogênico

geralmente é um cisto único, central, com íntima relação com a traquéia ou brônquio fonte, preenchido por líquido mucoso e sem comunicação com a árvore respiratória. Devido à compressão traqueal, pode ocasionar infecções respiratórias de repetição ou broncoespasmos.

O diagnóstico é realizado através de radiografia ou tomografia de tórax.

O tratamento consiste na remoção cirúrgica total do cisto, por toracotomia ou toracoscopia.

Cisto pulmonar congênito

É uma lesão periférica, única, arejada e hiperinsuflada. Pode causar desconforto respiratório já no recém-nascido ou infecções respiratórias no pré-escolar. O diagnóstico pode ser feito com a radiografia simples de tórax. Destaca-se como diagnóstico diferencial a pneumatocele.

O tratamento do cisto congênito de pulmão consiste na remoção do lobo acometido.

Malformação adenomatóide cística

Acomete geralmente todo um lobo pulmonar e se caracteriza pela substituição do parênquima por uma massa de tecidos, alternadamente sólidos e císticos cheios de muco e sem comunicação com a árvore respiratória. São lesões geralmente volumosas, dão sintomas de compressão do parênquima e se infectam com facilidade.

O diagnóstico pode ser feito pelo exame ultrassonográfico antenatal ou posteriormente pela radiografia de tórax.

O tratamento consiste na remoção do lobo doente.

Sequestro pulmonar

Consiste na presença de tecido histologicamente semelhante ao pulmonar, sem comunicação com a árvore brônquica e com irrigação de artéria sistêmica, ramo da aorta abdominal. A localização mais freqüente é junto ao lobo pulmonar esquerdo.

O sequestro extralobar provoca, já no primeiro ano de vida, sintomas relacionados à compressão do parênquima subjacente, do tipo infeccioso ou restritivo. O intralobar se manifesta como pneumonias de repetição na base do pulmão, em crianças maiores.

O diagnóstico é sugerido pela radiografia simples de tórax, e confirmado por tomografia ou arteriografia, demonstrando a irrigação arterial anômala.

O seqüestro extralobar é facilmente removível por toracotomia baixa, e o intralobar é ressecado juntamente com todo o lobo envolvido.

Enfisema lobar congênito

É a hiperinsuflação de um lobo pulmonar decorrente de uma obstrução brônquica congênita intrínseca (malformação da cartilagem da parede brônquica) ou extrínseca (anomalias cardiovasculares, linfonodos, cistos).

Acomete com maior freqüência os lobos superiores, principalmente o esquerdo.

As manifestações clínicas costumam ocorrer já no período neonatal, com desconforto e até insuficiência respiratória decorrente da hipoventilação do pulmão normal comprimido pelo lobo hiperinsuflado.

O diagnóstico é feito com a radiografia de tórax, e realiza-se endoscopia para procurar áreas de malácia, secreção intraluminar ou compressão extrínseca. Quando o enfisema lobar é secundário a compressão extrínseca, o tratamento é dirigido à causa. Caso contrário, está indicada lobectomia.

Autor: Dr. Uenis Tannuri
Dra. Ana Cristina Aoun Tannuri
Fonte: Baseado no texto dos autores no livro:
Manual de Urgências e Emergências em Pediatria.
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier




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