Suporte familiar e apoio aos irmãos

 

O Sabará Hospital Infantil promove diversas ações de apoio à família do paciente. Durante a internação, médicos, enfermeiros e, sempre que necessário, psicólogos se unem para cuidar da criança e de quem está à sua volta.

Durante a internação, a equipe assistencial tem por missão avaliar riscos em todas as áreas do cuidado, e um deles é o risco psicológico, pois a internação pode perturbar o equilíbrio de uma criança e sua família. Quando detectado algum sinal de sofrimento, a equipe da Psicologia Hospitalar é acionada. A avaliação é solicitada pelo médico após conversar com a família. A psicóloga, então, realiza a intervenção, que pode ser desde uma simples conversa até a observação e interação lúdica, a depender da idade e condição do momento. Feito isso, é traçado um plano de intervenção, que pode incluir mais visitas da Psicologia e/ou de nossa Rede de Humanização. Saiba mais

 

Apoio aos irmãos

Existe um programa de visita de irmãos na UTI, que não acontece com todos os pacientes internados. Em geral, crianças não têm acesso à UTI, mas as exceções acontecem quando a equipe de Psicologia vê a necessidade da visita e todos os fatores clínicos são favoráveis, como, por exemplo, o estado de saúde do paciente. Nesse caso, a visita é agendada e acompanhada pelas psicólogas do hospital e todo o processo dura cerca de 30 minutos. O objetivo é tanto auxiliar quem está em tratamento quanto cuidar da criança que ficou em casa.

Às vezes, quando uma criança da família precisa de cuidados especiais em relação à saúde, os irmãos podem se sentir tristes, preocupados, bravos ou culpados. Tudo isso é normal.

Como nem sempre as crianças falam sobre seus sentimentos, elas acabam se expressando por meio de comportamentos, veja alguns exemplos:

  • Comem mais ou menos que o normal;
  • Ficam mais quietas;
  • Passam mais tempo sozinhas;
  • Tentam a qualquer custo agradar os pais;
  • Ficam mais agressivas;
  • Procuram mais afeto do que o normal;
  • Regridem e voltam a fazer xixi na cama, falar como bebê ou chupar o dedo, por exemplo;
  • Dizem estar doentes ou agem como uma criança doente.

Leia também: Como lidar com a doença e o tratamento

 

As crianças se comportam assim porque podem estar sentindo:

  • Tristeza: sentem falta dos pais ou da criança doente;
  • Solidão: elas podem se sentir deixadas de lado se ninguém lhes diz o que está acontecendo;
  • Preocupação: podem ficar com medo de que as coisas não voltem a ser o que eram antes. Ficam aflitas pelo que está acontecendo com o irmão e se preocupam de ficarem elas mesmas ou os pais doentes também;
  • Culpa: às vezes se sentem culpadas por acharem que elas causaram a doença do irmão com alguma coisa ruim que fizeram ou pensaram;
  • Ciúme: às vezes podem ficar bravas pela atenção que o irmão doente recebe;
  • Confusão: não entendem o que está acontecendo e o que vai acontecer.

 

Como ajudar:

  • Converse com os irmãos sobre o que está acontecendo com a criança doente e por que ela está hospitalizada. Dê explicações simples e verdadeiras;
  • Diga que é importante fazer perguntas sempre que necessário e que você vai tentar responder ou perguntar para os médicos quando não souber as respostas;
  • Encoraje seus filhos a falar sobre os sentimentos. Diga que tudo bem chorar, ficar bravo e feliz – que é normal sentir essas coisas;
  • Tente manter as rotinas de sempre, como escola, refeições, sonecas e hora de ir para a cama;
  • Dê uma atenção especial aos irmãos sempre que possível;
  • Converse com os médicos e, se possível, traga os irmãos para visitar o Hospital ou, pelo menos, falar com a criança doente pelo telefone;
  • Sugira que façam desenhos para levar ao Hospital;
  • Procure ajuda da família e dos amigos e a equipe de Psicologia do Hospital.