Lidando com a doença e o tratamento

A vinda a um hospital pode ser assustadora para uma criança – e um desafio para um pai ou cuidador. O Sabará tem a preocupação de oferecer o melhor ambiente aos seus pacientes e acolher seus medos e anseios, ajudando-os a lidar com esses sentimentos. Faz isso de diversas formas, e uma delas é por meio da Rede de Humanização, com músicos, artistas e atividades como cão terapia, além dos brinquedos e brincadeiras. A outra é com a equipe de Psicologia Hospitalar.


Psicologia Hospitalar

A Psicologia Hospitalar do Sabará Hospital Infantil nasceu em 2012 com o objetivo de agregar conhecimentos e intervenções diferenciadas para lidar com o sofrimento psicológico ligado ao adoecimento, favorecendo recursos, sempre que necessário, para enfrentar situações complexas durante a estada no hospital.

Uma criança internada vivencia muitas mudanças e transformações devido ao impacto do seu adoecimento, o que pode, além de gerar estresse do desconhecido, dificultar o relato e a percepção dos sintomas da doença.

Quando detectado algum sinal de sofrimento, a equipe da Psicologia Hospitalar é acionada, e a intervenção funciona da seguinte forma: a avaliação é solicitada pelo médico após conversar com a família. A psicóloga, então, realiza a intervenção, que pode ser desde uma simples conversa até a observação e interação lúdica, a depender da idade e condição do momento. Feito isso, é traçado um plano de intervenção, que pode incluir mais visitas da Psicologia e/ou de nossa Rede de Humanização.

 

Processo individualizado

Nosso diferencial é conseguir que o plano de intervenção de cada paciente reflita as discussões da equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogo, integrando ainda os recursos lúdicos de nossa Rede de Humanização. Saiba mais sobre a Rede de Humanização.

 

Irmãos
Existe um programa de visita de irmãos na UTI, que não acontece com todos os pacientes internados. Em geral, crianças não têm acesso à UTI, mas as exceções acontecem quando a equipe de Psicologia vê a necessidade da visita e todos os fatores clínicos são favoráveis, como, por exemplo, o estado de saúde do paciente. Nesse caso, a visita é agendada e acompanhada pelas psicólogas do hospital, e todo o processo dura cerca de 30 minutos. O objetivo é tanto auxiliar quem está em tratamento quanto cuidar da criança que ficou em casa. Veja também: Suporte familiar e apoio aos irmãos

 

Coisas que os pais podem fazer:

  • Conversar com a criança. Explicar o que está acontecendo de maneira que ela entenda. Dizer sempre a verdade, tomando o cuidado de usar a linguagem lúdica. Para uma criança, as ações médicas e o raciocínio etiológico não têm sentido. Sua lição de casa será: construir sentido;
  • Dizer para a criança que tudo vai dar certo, que vai ficar tudo bem. Se o adulto está sofrendo a ponto de não conseguir conversar, a criança fica sem referência e insegura;
  • Cuidar de si mesmo. Peça ajuda, reveze com outra pessoa, vá para casa descansar. Se você dormir e comer, certamente estará mais “inteiro” para cuidar do seu filho;
  • Colocar música no quarto, contar histórias e desligar a TV. Especialmente se seu filho estiver sedado. Quando não estamos prestando atenção, uma televisão só traz ruído e agitação, enquanto a música poderá trazer calma e bem-estar;
  • Trazer brinquedos, mas não transformar o quarto num parque de diversões. Procure objetos que desafiem sem agitar demais.