FAQ Centro Diagnóstico de Imagem

1- A radiação utilizada nos exames de RX é perigosa?

Não há evidências conclusivas até o momento de causa e efeito entre a radiação usada nos exames diagnósticos e aumento da incidência de câncer. Porém, alguns estudos de grandes populações expostas à radiação demonstram pequenos aumentos da ocorrência, mesmo em baixas doses de exposição, principalmente em crianças. Portanto, precauções e medidas devem ser tomadas para minimizar a exibição da criança à radiação ionizante por uma série de fatores:

  • Não existe limite seguro de radiação;
  • As células em desenvolvimento da criança apresentam maior sensibilidade à radiação;
  • A radiação é cumulativa;
  • A criança tem maior expectativa de vida para desenvolver o tumor.

2- A radiação utilizada na Tomografia é perigosa?

A tomografia utiliza mais radiação do que as radiografias, sendo que essa quantidade de raios-X depende diretamente da extensão e do local do nosso corpo que será estudado.

Apesar do risco de desenvolver câncer pela radiação, não existem estudos comprovando que a radiação decorrente de pesquisas radiológicas para diagnóstico (RX e Tomografia Computadorizada) cause de fato algum tipo de tumor, pois a quantidade de radiação utilizada é bem menor do que a quantidade comprovadamente perigosa.

A equipe de radiologia do Hospital Sabará segue o programa de utilização de menor dose possível de radiação segundo as recomendações internacionais de programas de redução de quantidade (ALARA e Image Gently) e contamos com uma equipe de radiologistas, tecnólogos, anestesistas e enfermagem especializada em crianças.

Qual é a "quantidade de radiação" utilizada nos exames radiológicos, comparado à radiação do meio ambiente que estamos expostos diariamente?

É importante lembrar que todos nós estamos expostos diariamente a pequenas quantidades de radiação provenientes do ambiente, como ar, solo, rochas, água, radiação cósmica e materiais de construções (1, 2). Em termos comparativos, uma criança submetida à Radiografia de tórax é exposta a uma dose de radiação equivalente a um dia de radiação natural ou de fundo, à TC de crânio a uma quantidade equivalente a até oito meses de radiação natural ou de fundo, e uma TC de abdome, uma dose equivalente de até 20 meses. A estimativa do risco de desenvolver câncer a partir de uma única TC é controversa, porém calcula-se que seja em torno de 0,03 a 0,05%. Para se ter uma ideia, o risco de desenvolvimento de câncer durante a vida de um indivíduo é de aproximadamente 18-22% (2).

1. Slovis T, Berdon W, Hall E. Effects of Radiation on Children. In: Kuhn J, Slovis T, Haller J, editors. Caffey´s Pediatric Diagnostic Imaging. Tenth ed. Philadelphia: Mosby; 2004. p. 3-12.

2. Frush DP, Applegate KE. Radiation Risk from Medical Imaging in Children. In: Medina LS, Applegate KE, Blackmore CC, editors. Evidence-Based Imaging in Pediatrics. New York: Springer; 2010. p. 25-39.

3- Quais são os cuidados de proteção radiológica no Hospital Infantil Sabará?

O Hospital Infantil Sabará adota uma série de medidas para minimizar a radiação, tanto para o paciente como para o acompanhante e o profissional do setor, que são:

  • 1. Usar blindagem para bloquear a absorção dos raios-x. Aventais de chumbo são usados pelos pacientes, desde que não interfiram no exame, pelos acompanhantes e profissionais durante todo o procedimento.
  • 2. Doses de raios-x ajustados para o tamanho dos paciente pediátricos, principalmente nos exames de Tomografia computadorizada. A equipe de radiologia do Hospital Sabará segue o programa de utilização de menor dose possível, segundo as recomendações internacionais de programas de redução de dose (ALARA e Image Gently) e contamos com uma equipe de radiologistas, tecnólogos, anestesistas e enfermagem especializada em crianças.
  • 3. Função salvar última imagem na fluoroscopia: um recurso que permite capturar a última imagem sem radiação adicional.
  • 4. Fluoroscopia pulsada: um recurso que diminui a quantidade de radiação por administrar os raios-x de maneira "descontínua" ("liga e desliga"), em vez de constante.

4- É necessária a utilização de contraste? Por que e quais os tipos de contraste que existem?

Alguns exames radiológicos, de tomografia computadorizada e ressonância magnética aumentam o seu poder diagnóstico se forem utilizados contrastes. Essas substâncias são de bário (exames radiológicos), à base de iodo (tomografia computadorizada e alguns exames radiológicos) ou gadolíneo (ressonância magnética). O bário pode ser administrado pela boca ou pelo reto. Já o contraste à base de iodo poderá ser administrado por boca, pela veia ou pelo reto, dependendo da região e da doença que precisam ser estudadas. O gadolínio na ressonância magnética é administrado pela veia.

Se for necessário injetar o meio de contraste pela veia, será necessária a punção de uma veia, normalmente do braço.

Pedimos para que a criança e o responsável cheguem ao setor com antecedência, para podermos avaliar o motivo do exame e se haverá a necessidade da administração de contrastes. Durante a injeção do contraste pela veia, é comum uma sensação de calor pelo corpo.

5- O contraste pode causar reação alérgica?

Essa medicação, assim como qualquer outra, pode causar reações não desejadas, como coceira, urticária, vômitos, espirros, falta de ar e inchaço nas pálpebras. Será solicitado que você responda um questionário, em que é informado o histórico de alergia do seu filho. Essas informações são importantes para nos ajudar a determinar se há algum risco de alergia ao contraste. Muito raramente reações mais graves podem ocorrer, mas não se aflija. Estamos em ambiente hospitalar com médicos pediatras, anestesistas e radiologistas treinados para o atendimento imediato de qualquer reação inesperada que possa vir a ocorrer. As desvantagens de não se usar o contraste intravenoso superam em muito eventuais riscos decorrentes de sua administração. O contraste oral pode causar diarreia.

Será solicitada a assinatura em um termo de consentimento sobre a realização do exame e administração do contraste pelo responsável da criança.

O radiologista irá avaliar as informações dadas e a probabilidade de reação ao contraste. Não havendo contraindicações, a enfermeira levará você e seu filho para a sala de exames.

6- Meu filho precisará de sedação ou anestesia?

Para a realização de um exame adequado de tomografia computadorizada e ressonância magnética, a criança precisa ficar deitada em uma mesa que se move através do equipamento com uma abertura no centro do aparelho, parecido com um aro gigante. A criança precisa ficar imóvel e colaborar com a respiração, sempre que for solicitado. Em algumas situações, como em crianças muito pequenas ou agitadas, pode ser necessária a utilização de sedação ou anestesia.

7- Quando precisa de jejum?

Será solicitado jejum para todas as crianças que precisarem de anestesia e contraste. Apesar de incômodo, essa exigência é fundamental para a segurança da criança durante o exame, principalmente para evitar vômitos e aspiração. Nestes casos, eventuais remédios utilizados pelos pacientes em casa não deverão ser suspensos, devendo ser tomados com a menor quantidade possível de água.

8- Preciso de cuidados especiais após o exame?

Após o exame a criança retornará á sua rotina habitual, sem restrição de alimentação ou de atividades físicas.
Orientamos uma maior oferta de líquidos para as crianças que receberam contraste na veia. Isso acelera a eliminação do medicamento pela urina.

9- Preciso de preparo para exame de USG?

Dependendo do tipo do exame e da idade da criança, há diferentes tipos de preparo, conforme descritos a seguir:

ABDOME (SUPERIOR, TOTAL, COM OU SEM DOPPLER) E VIAS URINÁRIAS COM DOPPLER OU DOPPLER DE ARTÉRIAS E VEIAS RENAIS:

A criança não deve comer ou beber antes do exame. O tempo de jejum varia conforme a idade:

  • Até um ano de idade: 2 a 3 horas (o tempo entre as mamadas);
  • De 1 a 4 anos: 3 a 4 horas;
  • De 5 a 10 anos: 5 a 6 horas;
  • Maiores de 11 anos: 6 horas.

APARELHO URINÁRIO E PELVE:

Não é necessário o jejum. A criança deve estar com a bexiga cheia para a realização do exame. Para isto, as crianças devem ingerir líquido, conforme a idade:

  • Até 2 anos: ingerir líquidos 1 hora antes do horário marcado;
  • De 3 a 5 anos: ingerir o máximo possível (pelo menos 250 ml), até 30 minutos antes do horário marcado; não esvaziar a bexiga.
  • De 6 a 10 anos: ingerir de 500 a 750 ml, 45 a 60 minutos antes do horário marcado; não esvaziar a bexiga.
  • Maiores de 11 anos: ingerir 750 ml, 1 hora antes do horário marcado; não esvaziar a bexiga.

NÃO HÁ PREPAROS ESPECÍFICOS PARA OS DEMAIS EXAMES DE USG.

10- O que é uma Ressonância Magnética?

Ressonância Magnética (RM) é um método de diagnóstico por imagem que não utiliza radiação ionizante em sua técnica (como Tomografia e RX, por exemplo). Ela se utiliza das propriedades magnéticas de determinados átomos existentes no nosso corpo e através de um campo magnético muito potente faz com que esses átomos se comportem de maneira que ela consiga produzir uma imagem. O aparelho nada mais é do que um imã gigante em forma de um tubo. Com isso nada que for metálico ou magnético pode entrar na sala de exame. Todo e qualquer material que eventualmente tenha que entrar na sala deverá ser inspecionado por alguém responsável do setor.

11- Posso acompanhar o meu filho no exame?

A pessoa responsável pela criança pode ficar na sala de exame, porém, se o acompanhante for mulher, não poderá permanecer, caso esteja grávida.

Poderá entrar apenas um acompanhante e algumas regras devem ser seguidas. Todo acompanhante que for entrar na sala de exames de ressonância magnética, deve responder um questionário de segurança idêntico ao do paciente. Também deve deixar em um armário todos os objetos metálicos e magnéticos. Não é necessária a troca de roupa, a não ser que nela exista algo "preso" que não possa entrar na sala.

Os pais que forem acompanhar os exames de RX ou de tomografia computadorizada, desde que não esteja grávida, precisará usar o avental de chumbo.

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