Unidade de Anestesiologia e Dor

O Serviço de Anestesia Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (HIS) é composto por um grupo de profissionais qualificados, que atendem em diversos setores, proporcionando segurança e conforto as crianças que necessitam exames diagnósticos sob alguma forma de anestesia.

Oferecemos a possibilidade de agendar consulta de avaliação pré-anestésica. Nesta consulta, os médicos anestesiologistas avaliam a história clínica do paciente, esclarecem dúvidas e orientam pais e crianças sobre o ato anestésico. E principalmente, conhecem e examinam a criança com antecedência, favorecendo melhor preparo e menor ansiedade das crianças e seus familiares em relação aos procedimentos anestésicos.

Os anestesiologistas do HIS atuam em diversos exames diagnósticos, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, endoscopia digestiva, colonoscopia, mielogramas e outros a depender na necessidade de cada criança. Nestes locais fora do centro cirúrgico, o médico anestesiologista realiza técnicas de anestesia geral, como a sedação, que pode variar de leve a profunda conforme as necessidades do paciente e do procedimento.

Em grande parte dos casos, é permitido a um dos pais permanecerem com a criança no momento inicial da anestesia, durante a monitorização e indução anestésica, realizada com frequência por inalação de um agente anestésico que possibilita adormecimento da criança e condição adequada para realizar o exame..

O Hospital Infantil Sabará possui uma estrutura direcionada ao atendimento do paciente pediátrico, com equipamentos de anestesia, aparelhos de ventilação e monitores multiparamétricos apropriados as necessidades desta população, permitindo a realização do exame de forma adequada e segura.

Confie no anestesista, siga corretamente as orientações sobre o jejum e preparo para o exame, faça o melhor para seu filho!

Responsável: Dra. Débora de Oliveira Cumino - Anestesiologista pediátrica - Coordenadora do serviço de anestesia do HIS

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Saiba mais sobre Anestesiologia

O que é anestesiologia?

É a especialidade médica que estuda e proporciona ausência de dor e outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos médicos, como cirurgias ou exames diagnósticos. Além disso, é o anestesiologista quem identifica e trata alterações das funções vitais do paciente durante a cirurgia.

O que faz o anestesiologista?

Durante a cirurgia, além da função natural de retirar a sensação de dor para que o ato seja suportável ao ser humano, o médico anestesiologista tem a missão de monitorar o estado geral do paciente, seu nível de consciência, pressão arterial, pulso, respiração, estando sempre atento a qualquer alteração. Em resumo, ele é o responsável por manter as funções vitais do paciente em níveis seguros, sendo o profissional preparado para identificar e tratar quaisquer alterações que possam ocorrer.

É função do anestesiologista ficar ao lado do paciente durante todo o procedimento, sendo que sua ausência só se dará quando um colega substituí-lo. É por isso que o anestesiologista é chamado de “anjo da guarda”.

Quem escolhe o anestesiologista?

Você tem o direito de escolher o seu anestesiologista. Normalmente, porém, os hospitais possuem serviços de anestesia com os quais o seu cirurgião já está acostumado a trabalhar. Afinal, operação é trabalho de equipe.

Como conhecer o seu médico anestesiologista?

O medico que realiza o procedimento (cirurgião) já deve ter conversado sobre anestesia com você. Porém, somente na consulta com o médico anestesiologista é que todos os esclarecimentos serão feitos, sendo também a oportunidade de preparar melhor seu filho para a cirurgia e anestesia.

A consulta pré-anestésica é um direito do paciente e um dever do médico anestesista. Solicite sua consulta!

Esse é o momento em que o médico anestesiologista poderá conhecer melhor seu filho(a), avaliando as condições de saúde, investigando doenças, o uso de medicações e problemas alérgicos. Com estas informações o médico anestesiologista irá planejar as melhores estratégias para conduzir a anestesia de seu filho com segurança e qualidade.

Hoje, sabemos que certas ervas e medicamentos homeopáticos interferem no organismo e podem interagir com alguns medicamentos. Por isso, todas as medicações utilizadas nas crianças devem ser relatadas ao seu anestesiologista, inclusive os remédios homeopáticos e caseiros.

A consulta poderá ser realizada no consultório do anestesiologista ou no próprio hospital, antes da cirurgia. Neste momento também após esclarecimento de eventuais dúvidas, será solicitado aos pais ou responsáveis pela criança que assinem um consentimento esclarecido, ou seja, que autorizem aos médicos a realização do procedimento anestésico e cirúrgico.

Deve-se suspender o uso de medicações usadas regularmente?

O médico anestesiologista, durante a consulta, vai orientá-lo sobre os medicamentos que serão suspensos ou mantidos antes da cirurgia. Existem algumas medicações que deverão ser suspensas até 10 dias antes da cirurgia, por aumentarem o risco de sangramento, e outras, como as medicações para asma, que devem ser tomadas inclusive no dia da cirurgia mesmo em jejum, com pequenos goles de água. Mas, somente o médico anestesiologista poderá fazer estas orientações específicas.

Por que é necessário manter a criança de jejum?

Os alimentos que engolimos, líquidos ou sólidos, não entram na traquéia porque dispomos de mecanismos de defesa que fecham sua entrada, fazendo com que eles se dirijam ao estômago. Durante a anestesia, estes mecanismos de defesa são perdidos e, na eventualidade de ocorrer vômito, o alimento poderá entrar nas vias respiratórias e provocar complicações pulmonares muito graves. Portanto não permita que seu filho(a) coma ou beba qualquer coisa, siga as orientações de seu médico anestesiologista.
O jejum inclui alimentos sólidos e líquidos por, no mínimo, de 4 a 8 horas antes da cirurgia, e isso depende da idade da criança e do tipo de alimento.

Se a cirurgia for de urgência e meu filho(a) acabou de se alimentar?

Nesses casos existem métodos que podem reduzir bastante o risco de aspiração de alimentos para o pulmão. Todavia, quando não há urgência, não vale a pena correr qualquer risco adicional. O cirurgião é ciente deste risco e apenas indicará a cirurgia nestas condições quando julgar ser absolutamente necessária.

Na consulta pré-anestésica é feito algum “teste” para anestesia?

Não! Não existe “teste” de anestesia, nem mesmo teste para identificar alergias antes da anestesia. A avaliação pré-anestésica é, de fato, um exame médico dirigido através da coleta de dados da história clínica e exame físico especifico para as necessidades do ato anestésico-cirúrgico.

Nesta consulta, o anestesiologista faz diversas perguntas sobre o estado de saúde passado e atual de seu filho(a), examina a criança e presta informações e orientações sobre a anestesia, além de estar disponível para esclarecer qualquer dúvida.

É possível que meu filho(a) seja submetido a uma anestesia sem nenhum exame laboratorial prévio?

Não existem regras específicas, cada criança é única! Crianças saudáveis, sem uso de medicações diárias, que serão submetidas a pequenas cirurgias, não necessitam de exames pré-operatórios.
Porém, somente o cirurgião e o anestesiologista, após examinarem o paciente, são capazes de definir a necessidade de exames laboratoriais conforme as características individuais.

Lembre-se! os exames são complementares à consulta e não substituem a avaliação clínica do médico.

Qual o risco de uma anestesia?

O avanço tecnológico, propiciando novas medicações e equipamentos de monitorização, assim como estudos e pesquisas clínicas, tornaram a prática moderna da anestesiologia muito mais segura do que no passado, reduzindo imensamente os riscos de acidentes ou complicações decorrentes da anestesia. É claro que o risco nunca é zero, existem fatores, algumas vezes imponderáveis, relacionados não só à anestesia, mas à própria cirurgia, às condições hospitalares e à condição clínica da criança, que podem repercutir num maior risco anestésico-cirúrgico, como por exemplo, crianças com doenças graves não tratadas ou descontroladas.

Mas, fique tranquilo! O médico anestesiologista tem como prevenir ou tratar qualquer complicação que seu filho (a) possa apresentar no intra-operatório. O anestesiologista, além do conhecimento e da especialização médica, emprega toda sua perícia e experiência clínica para o sucesso completo da operação a que seu filho (a) está se submetendo.

Para a maior segurança dos pacientes, os hospitais modernos contam com equipes e equipamentos próprios para emergências e cuidados críticos, o que reduz ainda mais os riscos de acidentes graves. Além disso, no Hospital Infantil Sabará, contamos com uma equipe composta por anestesiologistas com especialização ou experiência em pediatria para o melhor atendimento de crianças.

Qual o tipo de anestesia que meu filho irá receber?

Os pacientes pediátricos na maioria das vezes necessitam receber anestesia geral, que pode variar desde uma sedação (em exames diagnósticos) até uma anestesia profunda (procedimentos cirúrgicos), que proporciona que o paciente fique totalmente inconsciente e sem dor durante a cirurgia. Frequentemente em pediatria associamos a anestesia geral à alguma técnica de bloqueio loco-regional, que pode ser desde uma peridural até uma simples infiltração de anestésico local, estas técnicas irão proporcionar analgesia (ausência de dor) no pós-operatório por períodos que podem variar desde 4 até 12 horas, melhorando a recuperação das funções vitais, como qualidade da respiração, condições de movimentação, alimentação, função digestiva e outras.

Costumamos ouvir que a anestesia para crianças é só um “cheirinho”. Esta é uma anestesia mais simples e com menores riscos?

O “cheirinho” nada mais é que o anestésico em forma de gás, inalado junto com a respiração. Essas medicações são as mesmas empregadas na maioria das anestesias dos adultos. A principal diferença é que, em adultos, a inalação do gás anestésico é precedida pela injeção de um medicamento com a finalidade de fazê-los dormir. Como a criança, em regra, detesta injeções e muitas vezes já está familiarizada com inalações, a via inalatória é bem aceita. Esta é, portanto, uma anestesia geral como outra qualquer, requerendo os mesmos cuidados.

O que acontece antes da operação?

Antes da cirurgia, a pedido dos médicos, acontecem os preparativos da enfermagem que podem incluir banho, raspagem de pêlos, administração de alguma medicação ou preparo cirúrgico, tudo isso sempre com muita atenção e cuidado com as crianças. Ainda no quarto ou em local específico dentro do centro cirúrgico, com indicação e a critério do anestesiologista, seu filho(a) poderá receber algum tipo de sedativo ou calmante para tornar mais tranquila e confortável a chegada à sala de operação e o início da anestesia.

O que é a indução anestésica?

A indução anestésica é o início da anestesia e acontece dentro da sala de cirurgia ou sala de exame. A indução pode ser inalatória, quando o anestésico é administrado através da respiração, ou venosa, através da administração de medicações na veia. De um modo geral, a técnica venosa é realizada quando existe alguma contra-indicação a técnica inalatória ou quando a criança já tem um acesso venoso puncionado, nesta técnica, as crianças adormecem rapidamente sob o efeito da medicação.

Na técnica inalatória, as crianças respiram o anestésico através de uma máscara facial, o efeito é mais lento, podendo demorar alguns minutos para a criança adormecer. Inicialmente o anestésico inalado, pode gerar adocicamento da boca e sensação de bem estar, as crianças podem dar risadas neste período. Após alguns minutos, o efeito do anestésico inalatório pode desencadear uma agitação psico- motora, com movimentos involuntários por poucos minutos e depois uma rápida perda da consciência, ou seja, adormecimento.

A critério do anestesiologista, em algumas situações os pais podem permanecer junto com a criança na indução anestésica, de modo geral em crianças totalmente saudáveis e submetidas a pequenas cirurgias. Não recomenda-se a permanência dos pais durante a indução em crianças abaixo de 1 ano de vida, crianças portadoras de qualquer condição clínica que possa exigir cuidados especiais ou quando os pais estão muito ansiosos.

Quanto tempo dura a anestesia?

Nas cirurgias com anestesia geral, o avanço tecnológico e farmacêutico permite que o médico anestesiologista proporcione ao paciente uma anestesia com a mesma duração da cirurgia. O que torna possível que o paciente acorde ao final da operação. Nas técnicas regionais, na maior parte das vezes é desejável um efeito residual. Isso quer dizer que a parte do corpo submetida à cirurgia permanece anestesiada por algum tempo após a operação, proporcionando ao paciente ausência de dor por um período mais prolongado.

O que é a sala de recuperação?

Terminada a cirurgia, ainda não terminou a anestesia, e o trabalho do médico anestesiologista se estende até o momento em que todos os efeitos relacionados com a anestesia administrada tenham terminado. Por isso, ao fim da cirurgia e anestesia, a criança será encaminhada à sala de Recuperação Pós-anestésica (RPA), onde será observada de maneira contínua por pessoal qualificado, para evitar ou tratar possíveis complicações.

A criança permanecerá na Recuperação Pós-anestésica, na companhia de um de seus pais ou responsáveis, segundo critério do anestesiologista, pelo tempo que for necessário para total recuperação de estabilidade dos sinais vitais e nível de consciência.
Pacientes considerados graves, ou submetidos a cirurgias complexas, podem ser encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde uma equipe médica fará um monitoramento constante. Lembre-se, UTI não significa complicação, significa vigilância e segurança para seu filho(a)!

O que meu filho(a) irá sentir depois da anestesia?

Depende da idade, da personalidade, da cirurgia, do tipo de anestesia e das condições de saúde da criança.
Na maioria das anestesias, as crianças não sentem e não se lembram de nada depois, muitas vezes, querendo até brincar ou se alimentar no pós-operatório imediato.

Apenas um pequeno número de crianças apresenta algum tipo de reação após a anestesia, sendo mais freqüente em crianças pequenas, que muitas vezes não sabem explicar ou não entendem o que estão sentindo. Estas crianças podem apresentar irritação, agitação ou choro inconsolável, na grande maioria dos casos não é necessário nenhuma medicação para tratamento e este quadro regride naturalmente. Atualmente existem várias técnicas para o tratamento da dor no período pós-operatório. O tratamento da dor começa durante a anestesia de acordo com o tipo de cirurgia, condições físicas e as necessidades individuais de cada criança, para que lhe seja assegurado o máximo conforto para seu filho(a).

O que as crianças podem beber e comer depois da cirurgia e anestesia?

Cada caso é único, muitas vezes, o próprio procedimento cirúrgico impede a realimentação imediata da criança, deve-se respeitar as orientações do cirurgião. Nos casos onde não existem restrições alimentares no pós-operatório, o ideal é aguardar até que a criança demonstre que está com fome, neste momento deve-se oferecer um líquido sem gordura ( água, chá, suco de fruta ou gelatina), após a ingestão aguardar de 10 a 15 minutos para avaliar se a criança não irá apresentar náuseas e vômitos, estes sintomas podem ocorrer depois da anestesia e cirurgia.

Não havendo nenhum desconforto após a ingestão de líquidos, pode-se liberar aos poucos a dieta habitual da criança, é sempre desejável que no 1° dia do pós-operatório, as refeições sejam leves e com pouca gordura, alimentos gordurosos aumentam a incidência de náuseas e vômitos.

Como podemos colaborar para uma anestesia tranquila e segura em nosso filho(a)?

Em primeiro lugar, seja honesto com seu filho(a), conte a verdade sobre a anestesia e cirurgia, procure uma linguagem que a criança possa compreender. Mentir, nunca ajuda! gera situações inesperadas, ansiedade e muitas vezes a ruptura dos laços de confiança entre pais e filhos(a), seu filho precisa do seu apoio e sinceridade.

Não permita que a criança coma ou beba qualquer coisa. Mantenha vigilância! É muito importante ficar em jejum! Não permita que seu filho(a)mastigue goma de mascar ou balas antes da cirurgia, porque isto provoca aumento de ar e de sucos no estômago, que podem causar vômitos depois da operação, e também interrompem o jejum.

Conte ao anestesiologista todas as medicações utilizadas em seu filho(a). Em especial, descreva qualquer tipo de ALERGIA ou qualquer condição clínica que não seja o melhor estado de saúde da criança. Retire da criança todo e qualquer enfeite como jóias, correntinhas, pulseiras, brincos e piercing. Além disso, retire também alfinetes, fivelas de cabelo, óculos, lentes de contato, esmalte de unha e outros objetos. Tenha um amigo no anestesiologista. Saiba que quanto mais e melhores informações você prestar a ele, melhores serão as condições de planejamento do ato anestésico-cirúrgico de seu filho(a)

Acabe com o medo de anestesia! Some esforços com o médico anestesiologista para que a anestesia de seu filho transcorra sem nenhum problema. Tire suas dúvidas, converse , discuta seus medos, não esconda nada e crie laços de confiança! O anestesiologista é o profissional responsável pelos cuidados pré-operatórios, ou seja, atua na avaliação pré-anestésica, acompanha todo o procedimento cirúrgico e no pós-operatório ajuda a cuidar da dor. O Anestesiologista será o anjo da guarda enquanto seu filho(a) dorme.

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