Neurooncopediatria

Equipe responsável:
Neurocirurgiã: Médica Responsável Dra. Nelci Zanon Collange, MD Pediatric Neurosurgeon Head of Department - CENEPE - Pediatric Neurosurgical Center São Paulo - Brasil www.cenepe.com.br - Especialização em Neurocirurgia Pediátrica - França – Marseille. - Mestrado e Doutorado em Neurocirurgia pela UNIFESP.

A saúde tem exigido cada vez mais cuidados e o diagnóstico precoce e o tratamento adequado tem permitido uma longevidade cada vez maior do ser humano. Esse cuidado exige investimento contínuo por parte das instituições de saúde e atualização constante dos profissionais da saúde, médicos, enfermeiros e terapeutas (fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas e toda a equipe de apoio), cada vez mais necessários para uma convalescência segura. A alta complexidade diagnóstica e cirúrgica garante aos clientes eficiência, segurança e resultados cada vez mais próximos do ideal atingidos em grandes centros de excelência em saúde do mundo. Nesse novo cenário, as crianças são um capítulo especial dentro da medicina, especialmente na neurocirurgia e na oncologia.

Na neurocirurgia, os cuidados com o cérebro e a coluna vertebral (medula espinhal) iniciam com a suspeita diagnóstica precoce pelos pediatras, familiares, educadores ou cuidadores e o adequado encaminhamento. Esta suspeita pode variar desde um atraso ou dificuldade na escola até alterações no comportamento, estrabismo, problemas para enxergar ou ouvir, dificuldades para caminhar ou dores nas costas e na cabeça. Uma investigação precisa envolve exames como a ressonância magnética que, para ser realizada na criança, pode estar indicado o uso de anestesia. Quando os casos são de acompanhamento clínico, outros especialistas participam de avaliações multidisciplinares como o oftalmologista, o otorrino, e nos casos de tumores os oncopediatras.

Quando o diagnóstico envolve tumores na cabeça ou na coluna, as famílias logo pensam que a criança terá poucos dias de vida e que esses serão de extremo sofrimento e dor para todos. Não necessariamente. Existem vários tipos de tumor. Os tumores que tem uma localização mais acessível e são formados por células que ao serem retiradas pela cirurgia não mais se reproduzem, podem ser curados apenas com a cirurgia.

Por outro lado, tumores mais profundos ou que envolvem estruturas responsáveis pela respiração, visão, audição, pelos movimentos dos braços ou das pernas, pesamos sempre o risco e o beneficio de uma retirada completa do tumor podendo causar algumas seqüelas (conseqüências como paralisias temporárias ou permanentes) ou de uma retirada parcial e o complemento do tratamento com medicamentos como a quimioterapia.

Outros tumores, apesar da retirada completa dos mesmos, as células podem voltar para o mesmo lugar ou irem se instalar em outras regiões do cérebro ou da medula (mais raramente, em qualquer outra parte do corpo). Nestes casos, esses tumores são sempre tratados com remédios conhecidos como quimioterapia. Em crianças maiores, a radioterapia também está indicada.

Em todos os casos de tumores cerebrais, o ideal é que os neurocirurgiões trabalhem junto com os oncopediatras e a decisão seja feita em equipe para ver qual é o melhor tratamento para cada caso. Felizmente a qualidade de vida das crianças tem melhorado muito nos últimos anos. Hoje, mesmo tumores, considerados por nos médicos, como mais agressivos, podem ser controlados por 5-10-15-20 anos com uma qualidade de vida preservada.

Houve uma época em que o neurocirurgião operava os tumores e nada mais era indicado. Hoje, mesmo aqueles tumores, considerados de boa evolução e com cura cirúrgica na maioria dos casos, as famílias são seguidas conjuntamente com a neurocirurgia e a oncopediatria. Esse trabalho em equipe multidisciplinar e multiprofissional garante um melhor atendimento ao paciente, serenidade para a equipe e segurança e eficiência para todos os envolvidos: paciente, família, médicos e instituição a qual estamos vinculados. Esse trabalho geralmente é realizado em instituições especializadas, equipadas e prontas para prestar um atendimento de alta complexidade.

Para fazermos procedimentos de alto risco, cada vez mais utilizamos instrumentos como microscópio cirúrgico (o aumento da visão cirúrgica, aumenta a distinção das lesões e o tecido normal), neuroendoscopio (cirurgias por vídeo), neuronavegador (GPS dentro do corpo humano em tempo real), tractografia (diferencia o tecido cerebral das estruturas vitais, responsáveis pela respiração, visão, audição ou movimentação dos 4 membros ou movimentação da face). Para obtermos essa precisão nos procedimentos e segurança necessária para um resultado eficiente, estas atividades ficam concentradas em grandes instituições. Por exemplo, não podemos conceber uma criança sendo tratada de um tumor cerebral onde a instituição não dispõe de uma UTI pediátrica preparada, treinada e equipada para dar sequência ao tratamento realizado no centro cirúrgico.

Para alguns pacientes com hidrocefalia (com ou sem tumores), até pouco tempo atrás, só existia um tratamento que eram as válvulas, mais conhecidas como derivações ventriculoperitoneais ou simplesmente, DVPs. Hoje existe uma alternativa que resolve boa parte dos casos de hidrocefalia (conhecida como obstrutiva) que é a neuroendoscopia, ou cirurgia por vídeo, dispensando o uso das válvulas. Nos pacientes que tem válvulas há muitos anos, caso elas deixem de funcionar por alguma razão, pode estar indicada a cirurgia por vídeo (conhecida como terceiroventriculostomia endoscópica) e o paciente pode ficar livre da DVP.

A Neurocirurgia Pediátrica já é uma especialidade reconhecida no mundo desde 1972. No Brasil, temos cada vez mais profissionais dedicados a essa especialidade. Na oncologia, há muito tempo a especialidade de oncologia pediátrica é reconhecia pela Associação Médica Brasileira – AMB.



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