Endocrinologia

Endocrinologia é a especialidade que estuda as alterações das glândulas que secretam substâncias no sangue (hormônios) e que podem causar distúrbios relacionados ao excesso ou à falta de sua atividade nos demais órgãos do corpo.

Em pediatria, essa regulação deve receber atenção especial, pois disfunções hormonais que se instalam durante o desenvolvimento, podem repercutir no crescimento, no metabolismo e na maturação de alguns órgãos. Por essa peculiaridade, a endocrinologia pediátrica agrega a interação dos conhecimentos pediátrico e endocrinológico para seus diagnósticos e tratamentos, do período neonatal até o final da adolescência.

Os motivos que levam as crianças ao endócrinopediatra e as doenças que esse profissional acompanha com mais frequência, são:

  • Baixa estatura;
  • Obesidade;
  • Diabetes melito tipos 1 e 2;
  • Hipoglicemias e suas causas;
  • Hipo e hipertireoidismo;
  • Puberdade precoce e atraso puberal;
  • Distúrbios da diferenciação sexual;
  • Criptorquia;
  • Hiperplasia adrenal;
  • Doença de Cushing;
  • Hipercolesterolemia;
  • Alterações do metabolismo do cálcio (deficiência de vitamina D, hiperparatireoidismo, raquitismo, etc.)

Nosso hospital conta com o suporte integral dessa especialidade em casos de internação e referência para acompanhamento posterior. Se você encontrar qualquer alteração das doenças acima em seu filho, converse com seu pediatra ou procure-nos!

Baixa estatura

Trata-se de um sinal que pode ser de doença endocrinológica ou não. O médico deverá afastar outras causas como problemas gastrointestinais, cardiológicos, renais, genéticos, etc. Ou seja, investiga as diferentes doenças que cursam com altura abaixo do esperado para aquela criança, considerando seus antecedentes (como a altura dos pais) e propõe um tratamento. Um exemplo é a falta do hormônio do crescimento, que pode ser reposto.

Obesidade

Doença em franca ascensão no mundo todo, a obesidade nem sempre tem sua causa no excesso de ingestão de comida e na falta de atividade física, podendo ser consequência de alteração hormonal. Nesses casos, o equilíbrio endocrinológico pode trazer benefícios e melhorar o quadro.

Diabetes melito tipos 1 e 2

O diabetes melito é uma doença em que os níveis de glicemia (açúcar no sangue) tornam-se elevados, podendo levar à sequelas futuras e descompensação imediata grave.
No tipo 1, a glicemia aumenta pela falta da produção do  hormônio insulina pelo pâncreas. Como a insulina tem a função de colocar a glicose que está no sangue para dentro das células do corpo (onde será aproveitada para gerar energia), na sua falta, o açúcar acumula e temos hiperglicemia.

No tipo 2, o pâncreas inicialmente produz mais insulina que o habitual, mas o hormônio não consegue agir nas células, pois os receptores do organismo estão diminuídos. É a chamada resistência insulínica. Sem ter onde o hormônio agir, é como se não houvesse insulina e também temos hiperglicemia.

O tratamento do diabetes requer controle dietético, orientação de atividade física e no tipo 1,sempre se repõe insulina. No tipo 2, o tratamento inicial passa por mudanças de hábito, medicação oral, podendo necessitar reposição de insulina.

Hipoglicemias e suas causas

Ao contrário do diabetes, neste caso, a glicose no sangue está muito baixa (menor que 60mg/dL), havendo risco de fraqueza, desmaios e até convulsão.
Pode se tratar de excesso de insulina ou falta de outro hormônio (como o de crescimento,  o cortisol, hormônio de estresse), ou ainda alteração do metabolismo. Sua investigação é complexa e pode requerer internação hospitalar.

Hipo e hipertireoidismo

A tireoide é a glândula que produz um hormônio que ajuda na atividade de todo o corpo, como a regulação da temperatura.
 A falta desse hormônio (hipotireoidismo), pode nos deixar mais lentos, sendo sinais da doença, a queda excessiva de cabelos, sensação de frio, diminuição da frequência de evacuações, etc. Pode ainda ser causa de obesidade e baixa estatura emuitas vezes, aparece o bócio no pescoço.

O excesso de hormônio tireoideano (hipertireoidismo) nos deixa mais agitados, sendo sinais da doença, o aumento da frequência cardíaca, pele quente (suada/pegajosa), aumento do número de evacuações, etc. Pode aparecer bócio no pescoço.
O diagnóstico endocrinológico da causa deve ser feito para escolha da melhor terapêutica, além do controle com medicações tireoideanas ou antitireoideanas.

Puberdade precoce e atraso puberal

Na puberdade precoce e no atraso puberal, o problema não é exclusivamente de excesso ou falta da atividade dos hormônios sexuais, mas também do aparecimento desses hormônios no corpo antes ou depois do momento adequado no desenvolvimento da criança. Deve-se pesquisar o motivo dessas alterações, que mais comumente são idiopáticos (causa desconhecida), neurológicos ou genéticos, e avaliar as gônadas (testículo ou ovário).

Os principais sinais iniciais de puberdade são: aparecimento de pelos em região genital, aparecimento de nódulo em região das mamas e aumento de tamanho dos testículos.
Em casos de sinais de puberdade antes dos oito anos na menina ou nove anos no menino, futuramente a criança poderá ficar com estatura muito baixa, pois perderá tempo de crescimento da pré-adolescência. Sem contar com as eventuais dificuldades em lidar com as mudanças do corpo tão cedo na vida.

Por outro lado, se esses sinais não aparecerem até os 13 anos na menina ou 14 anos no menino, pode se tratar da falta de, respectivamente, estrógeno ou testosterona (ou da ação desses hormônios). Esse atraso na puberdade pode cursar com a baixa velocidade de crescimento e as dificuldades do adolescente em ainda não ter caracteres sexuais secundários, enquanto todos os colegas estão se desenvolvendo.

Distúrbios da diferenciação sexual

Esses distúrbios são menos comuns e referem-se a um grupo de diversas doenças, com variadas causas, onde os genitais apresentam alterações de forma e/ou tamanho e/ou função, além de outras eventuais malformações.

Em alguns casos, nota-se uma dificuldade em definir o sexo da criança ao nascimento, devido ao aspecto do genital, que deixa dúvida em ser masculino ou feminino. Sugerimos investigação urgente nesses casos, pois além da angústia familiar, o registro da criança é atrasado pela falta de definição do sexo social.

Em outro extremo dos casos, os genitais são típicos de um dos sexos e as alterações se apresentarão na infância e na adolescência, possivelmente na forma de puberdade precoce ou atraso puberal.

Criptorquia

Esta normalmente não é uma forma de distúrbio da diferenciação sexual, trata-se da não descida de um ou ambos os testículos para a bolsa escrotal. O testículo que fica dentro do abdome está exposto a uma maior temperatura e pode perder sua função.
Habitualmente, pode-se esperar até próximo de um ano de vida para avaliar a descida espontânea. Caso ela não ocorra, pode-se tentar o tratamento hormonal para estimular a migração do testículo para a bolsa escrotal. Se desta forma ainda não for possível, se realizauma cirurgia chamada orquidopexia.

Hiperplasia adrenal

Essa denominação refere-se ao grupo de doenças da glândula adrenal (localizada acima do rim), que são causadas pela falta de enzimas que participam da formação do cortisol, hormônio importante para nossa defesa em situações de estresse físico como traumas, infecções, etc.

Dependendo do tipo e da quantidade de enzima que falta, a criança pode apresentar desidratação com alterações dos sais no sangue logo no início da vida, ou alteração de sua altura, pilificação e genital em outros momentos, devido ao excesso de hormônios masculinos no organismo.

Doença de Cushing

Esta doença ocorre pelo excesso de produção do hormônio cortisol no corpo, seja por causa da atividade da glândula hipófise ou adrenal. Os sinais são secundários aos efeitos do hormônio, obesidade (com face em lua cheia e giba de gordura logo abaixo da nuca), baixa estatura, pilificação excessiva, estrias, aumento de pressão arterial, alterações da glicemia e colesterol, entre outros. Esses sinais também podem surgir pelo uso excessivo de medicamentos que contenham corticoide como princípio ativo, tratando-se então da síndrome de Cushing.

Hipercolesterolemia

Alterações dos níveis sanguíneos de colesterol podem levar à formação de placas de gordura nos vasos, que causam obstruções e culminam em infartos e derrames na vida adulta. Alguns casos podem se tratar de doença familiar, passada de pais para filhos, e o controle rigoroso pelo endocrinologista é mandatório.

Alterações do metabolismo do cálcio (deficiência de vitamina D, hiperparatireoidismo, raquitismo, etc.)

Algumas doenças como a deficiência de vitamina D, da sua atividade em outras formas de raquitismo ou o excesso de um hormônio chamado PTH, podem reduzir a absorção do cálcio no intestino e nos rins ou até mesmo retirar o cálcio dos ossos. Assim, alguns ossos do corpo ficam mais “fracos”, podendo ter maior risco de fratura ou deformidade no futuro.

A Equipe de Endocrinologistas é formada por:

Dr. Eurico Ribeiro de Mendonça
Dr. Felipe Monti Lora
Dra. Fernanda Presotto Trolezi
Dra. Luciana Cristante Izar


Informações e agendamento

Centros de Excelência do Hospital Infantil Sabará

Rua Mato Grosso, 306 - cjto 1503 - Higienópolis - SP

Tels.: 2155-9332 / 2155-9333


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