Eletroencefalografia

O que é

O eletroencefalograma (EEG) é o exame de diagnóstico complementar que monitora a atividade elétrica cerebral do paciente, sendo essencial na detecção de atividade irritativa cerebral, relacionada a convulsões e epilepsia, ajudando a diferenciar tipos de convulsões e alterações relacionadas.

A análise do EEG avalia os padrões das ondas cerebrais em situações diversas, com a criança acordada (estado de vigília), quando começa a querer dormir (estado de sonolência), durante o sono e no processo de acordar (despertar), além de monitorizar a atividade cerebral do indivíduo em coma.

 

 

Marcília Lima Martyn
Médica formada pela Universidade do Federal de Minas Gerais (UFMG), com Residência Médica em Pediatria pelo Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP-RP, e Residência Médica em Neurologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Em 2004, concluiu pós-graduação em Eletroencefalografia e, em 2005, pós-graduação em Epilepsia e Videoeletroencefalografia, ambas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Entre 2006 e 2007 foi médica preceptora dos médicos residentes do Programa de Neurologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Em 2010 defendeu sua tese de doutorado em Neurociências, pelo Departamento de Neurologia, Neurologia Infantil e Neurocirurgia da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Entre 2010 e 2013 trabalhou como médica colaboradora do Programa de Epilepsia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Em 2012 participou do curso de Especialização Management of Seizures and Epilepsies Neonates and Infants, em San Servolo, Veneza, Itália.

Carla Baise
Médica formada pela Universidade de Santo Amaro (Unisa), com residência médica em Clínica Geral e em Neurologia realizada na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Em 2002, concluiu pós-graduação em Eletroencefalografia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e desde então atua como médica assistente no setor de EEG, acompanhando na especialização de novos residentes de EEG, bem como na coordenação do Curso de EEG para os residentes de Neurologia, Neurologia Infantil e Neurocirurgia desta instituição.

Fabiana van der Laan
Médica formada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com Residência Médica em Neurologia realizada na Escola Paulista de Medicina (EPM) da Unifesp. Em 2015, concluiu pós-graduação em Eletroencefalografia e, em 2016, pós-graduação em Epilepsia e Videoeletroencefalografia, ambas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Maria Paula Oliveira Moutinho da Conceição
Médica formada pela Universidade do Estado do Pará, em Belém do Pará, com residência médica em Neurologia no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, concluída em 2014. Em 2015, concluiu pós-graduação em Eletroencefalografia e, em 2016, pós-graduação em Epilepsia e Videoeletroencefalografia, ambas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Para a realização do exame, serão colocados eletrodos com pasta condutora no couro cabeludo da criança. Os profissionais que realizam o procedimento fazem penteados coloridos para deixar a experiência mais lúdica.

A criança ficará na sala de exame acompanhada por um responsável. Poderá ficar no colo, na cama ou vendo televisão.

O ideal é que a criança fique um tempo acordada e um tempo dormindo, possibilitando a análise dos estados de vigília, sono e despertar. Por isso, a criança deve ficar bastante confortável, trazer um objeto de apego (travesseirinho, bichinho de pelúcia, por exemplo), e a mamadeira, para aqueles que ainda mamam.

A sala tem uma temática infantil, com tons claros, estrelas e astronauta, para deixar os pequenos bastante confortáveis.

O profissional que realiza o exame permanece numa sala ao lado, deixando a família à vontade.

O exame no Hospital Sabará costuma durar cerca de uma hora, pois aguarda sem pressa a criança se acalmar, dormir e acordar.

O procedimento é indolor e realizado sem sedação.

No caso de crianças internadas, o aparelho é levado até o quarto onde o paciente está, para ser realizado à beira do leito. Todas as orientações têm que ser seguidas.
A criança deverá estar:
  • Com os cabelos limpos, secos e sem gel, para a colocação dos eletrodos no couro cabeludo.
  • Bem alimentada e, no cado das crianças pequenas que ainda mamam, deverão ser amamentadas, tanto no seio materno como na mamadeira, já na sala de exame, pois assim haverá a possibilidade de que durmam após a mamada.
  • Com sono, para dormir durante o exame. No caso de crianças que cochilam durante o dia, sugerimos que o exame seja realizado próximo ao horário do cochilo, que deverá ocorrer na sala de exame, e as crianças maiores deverão dormir menos que o de costume na noite anterior ao exame, acordar cedo no dia do exame e dormir somente na sala de exame. Se ela costuma dormir com uma fraldinha ou bicho de pelúcia, traga esse objeto. O importante é que fique muito confortável.
Dica importante: não permitir que a criança cochile, durma ou adormeça no trajeto até o Sabará Hospital Infantil, pois dificultará que ela durma durante o exame de EEG.
  • O exame dá choque?
  • Não, o aparelho só capta a atividade do cérebro da criança.
  • A criança deve estar em jejum?
  • Não, ela deve estar bem alimentada para relaxar e dormir durante o exame.
  • Qual é o melhor horário para realização do exame?
  • Idealmente, a criança deve estar com sono para dormir durante o exame. O melhor horário vai depender da rotina da sua família. Se seu filho dorme à tarde, marque nesse horário.
  • É necessário algum tipo de sedação para este exame?
  • O exame de EEG idealmente é realizado com a criança acordada e durante sono espontâneo, não sendo utilizado nenhum tipo de sedação durante o exame ambulatorial.  

Autor: Equipe Sabará

Atualizado em: 06/7/2017